Diagnóstico Organizacional Regenerativo: Apoiando organizações a se tornarem mais conscientes, resilientes e regenerativas

Há várias maneiras de olhar para uma organização que envolvem compreender as pessoas, os grupos, a estrutura e os processos, bem como as relações e efeitos na sociedade e nos ecossistemas.

Autor de Reinventando as Organizações: Um guia para criar organizações inspiradas no próximo estágio da consciência humana, o belga Frederic Laloux defende que as organizações que têm se reinventado são aquelas que evoluem em suas práticas de autogestão e autonomia das equipes, desenvolvem culturas organizacionais que acolhem todas as diferenças e produzem um ambiente seguro para que as pessoas e os grupos floresçam em sua potência e sejam acolhidos em seus limites, além de serem organizações que dirigem suas estratégias para efetivamente responder às necessidades socioambientais.

Para apoiar as organizações a alcançarem esse estado regenerativo nasceu o Diagnóstico Organizacional Regenerativo – Apoiando organizações a se tornarem mais conscientes, resilientes e regenerativas.

A plataforma é uma realização da Pacto voltada a apoiar o desenvolvimento de capacidades organizacionais por meio da análise das estruturas e dinâmicas das organizações, incluindo um para colaboradores e equipes, bem como para seus impactos na sociedade e nos ecossistemas. A iniciativa é fruto de uma parceria com a VAMOS, aliança formada por Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org que visa fortalecer organizações da sociedade civil para escalar seus impactos positivos nas pessoas e no planeta.

Cris Chiófalo, uma das sócias da Pacto, conta que o Diagnóstico, assim como o curso Conversas Regenerativas, inaugura um novo movimento  na empresa.

“Todas as organizações precisam de qualidade conversacional em seus ambientes. O Conversas Regenerativas, como outras iniciativas que estamos gestando, nasceu para endereçar essa urgência. Criamos esse recurso para apoiar lideranças e profissionais no desenvolvimento dessas habilidades”, conta.

Como o Diagnóstico ajuda as organizações a se tornarem regenerativas

Respondendo a perguntas como:

➜ Em que momento de desenvolvimento as organizações estão?

➜ Quais são suas características mais consistentes?

➜ Em quais direções as organizações têm produzido impacto?

➜ Em quais aspectos as organizações estão frágeis ou vulneráveis?

➜ Quais tipos de recursos as organizações podem trocar entre si?

➜ O que ajuda e o que obstrui o desenvolvimento das OSCs? 

➜ Quais tipos de apoio externo são mais necessários?

O percurso do Diagnóstico Organizacional Regenerativo leva as organizações a:

➜ Atualizar leitura que fazem de si mesmas;

➜ Reconhecer suas melhores capacidades e talentos;

➜ Reconhecer suas limitações, lacunas e desafios;

➜ Definir prioridades para seu desenvolvimento;

➜ Encontrar oportunidades de apoio mútuo.

Ao final do Diagnóstico, um plano de prioridades é produzido com o objetivo de ajudar as organizações a direcionarem recursos e esforços para o que precisa ser olhado naquele momento.

“O processo do Diagnóstico é uma oportunidade para equipes e dirigentes organizacionais examinarem a organização em suas diversas relações, práticas, sentidos e efeitos. É um momento de reflexão e diálogo que busca elevar a consciência das pessoas sobre a organização. É um dispositivo que pode ativar movimentos que tornem as organizações mais coerentes e relevantes para a sociedade”, observa Rogério Silva, sócio da Pacto.

Achados do primeiro ciclo

Em um primeiro ciclo de aplicação do Diagnóstico Organizacional Regenerativo junto a um grupo de organizações da sociedade civil (OSCs), foi possível mapear necessidades e temas de desenvolvimento:

Para Fábio Muller, diretor executivo do Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS), qualquer processo de evolução requer autoconhecimento, tanto por parte de indivíduos, quanto de organizações, visando a descoberta e o melhor uso de suas potências. “É desse lugar que o Diagnóstico Regenerativo nos apoiou em nossa jornada de melhoria contínua”, explica.

Clarice Linhares, superintendente do Banco da Providência, por sua vez, relata como foi produtiva para o time da organização participar do processo do Diagnóstico Regenerativo com a Pacto. “Temos uma cultura de constante avaliação e monitoramento de nossas metas e de planejamento estratégico. A metodologia utilizada para o Diagnóstico, envolvendo quase a totalidade da equipe e iluminando as áreas que precisamos investir mais, foi decisiva para acelerarmos nosso crescimento.”

Plataforma

Está em fase de desenvolvimento uma plataforma para o Diagnóstico Organizacional Regenerativo. A ideia é que as organizações possam aplicar a ferramenta de forma autônoma.

“Nós seguimos nessa parceria com a VAMOS com grandes sonhos para a evolução da plataforma. Vemos muito potencial para a evolução desse instrumento para conseguirmos apoiar mais organizações”, conta Cris.

Para Joice Garcia, do Instituto Humanize, o Diagnóstico Organizacional pode ser útil para pleitear apoio para o  desenvolvimento institucional.

“Investidores sociais privados, ao receberem pedidos de apoio fundamentados em um Diagnóstico, conseguem ter uma compreensão melhor das necessidades da organização, o que facilita a negociação e os deixa atentos para oportunidades de conexões com outros investidores ou iniciativas”, observa. E acrescenta ainda a oportunidade de levantar as potências da organização. “Isso é algo rico tanto para provocar ações de celebração com a equipe, quanto para compartilhar boas práticas com parceiros, gerando um ciclo virtuoso de colaboração.”